Estamos lendo: Rita Lee Uma Autobiografia

Rita Lee: uma autobiografia

I Por Ligia Borges

I 7 de fevereiro de 2018

 

Sinopse oficial: 

“Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas – e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas… Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.” Guilherme Samora é jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee.

Ficha técnica:

PESO 0.518 Kg
PRODUTO SOB ENCOMENDA Não
MARCA Globo Livros
I.S.B.N. 9788525063304
REFERÊNCIA 9788525063304
ALTURA 23.00 cm
LARGURA 16.00 cm
PROFUNDIDADE 1.00 cm
NÚMERO DE PÁGINAS 296
IDIOMA Português
ACABAMENTO Brochura
CÓD. BARRAS 9788525063304
NÚMERO DA EDIÇÃO 1
ANO DA EDIÇÃO 2016
SEGMENTO Humanidades – Hist. da vida real – Personagens inesque

Confira as nossas resenhas: Os sete

Sete vampiros portugueses chegaram ao Brasil …

I Por CJ Fernandes

I 5 de fevereiro de 2018

Parece piada mas não é. Imagina se sete vampiros portugueses fossem encontrados em uma caravela afundada há aproximadamente quinhentos anos depois de ter partido de Lisboa? Essa é a premissa de Os Sete primeiro livro do autor brasileiro André Vianco. A história, não a do livro, mas da tiragem dele, é muito interessante. Vianco bancou toda a primeira impressão usando o seu FGTS, pois acabara de ficar desempregado. Conquistando fãs numerosos, uma editora o procurou, garantindo mais cópias e expandindo a sua carreira de escritor. Atualmente são mais de vinte obras publicadas.

A história do livro (agora sim!) se inicia quando um grupo de mergulhadores encontram uma caravela portuguesa afundada na cidade de Amarração, no Estado do Rio Grande do Sul. Além de antiguidades e moedas da época, eles descobrem uma caixa de prata. Na superfície dessa caixa há sete nomes escritos (Inverno, Gentil, Acordador, Tempestade, Lobo, Espelho e Sétimo), além de uma advertência para não abrir a arca misteriosa. Como em um bom livro de terror eles ignoram a advertência e resolvem abri-la iniciando essa história de terror tupiniquim.

O livro de estreia de Vianco inicia em ritmo lento, muito lento, lento mesmo. Nessa velocidade, acompanhamos tanto os violadores da caixa quanto os vampiros, mostrando assim os dois pontos de vistas divergentes da história. Essa lentidão não se dá apenas em relação à construção de personagens, mas também pela ambientação dos vampiros despertos. Há  pequenas cenas de ação para acelerar um pouquinho o ritmo, que logo retorna para a segunda marcha. Mesmo assim, é divertido, isso mesmo , o diálogo entre os vampiros e as pessoas que eles conhecem pelo percurso, mostrando a sua inocência com os avanços da tecnologia e cultura nacional após meio milênio de hibernação é o ponto forte do livro. “Ô portuga”, é uma expressão usada muitas vezes, porém pejorativa apenas em uma cena. Em dois terços da história, ela vai pra quinta marcha, deixando o leitor com aquela impressão de: “Ah, ele deve estar sonhando!”. É tão brusca que você acha que pulou algumas páginas. Porém essa aceleração é importante para que a obra se conclua, devido  à enrolação anterior. Mesmo assim é um livro histórico para a literatura nacional, pois foi um dos primeiros de muitas obras brasileiras no gênero de terror que alcançou um público admirável de leitores daqui, virando um best-seller a partir da coragem do seu autor. Com isso surgiram vários escritores e leitores brasileiros no gênero e Vianco não parou mais de escrever. Aliás, ele criou um universo vampírico (roubei essa palavra do livro) único, brasuca, digno de Anne Rice.

Ficha Técnica

Título:  Os setes

Autor: André Vianco

Editora:  Aleph

Páginas: 432

Sinopse Oficial: Na trama ambientada em terras brasileiras, uma caravela portuguesa naufragada com mais de 500 anos é descoberta no litoral do país. Dentro dela, uma estranha caixa de prata lacrada esconde um segredo. Apesar do aviso grafado, com a recomendação de não abri-la, a equipe de mergulhadores que a descobriu decide seguir em frente, e encontra sete cadáveres. Esses corpos misteriosos são levados para estudos e tudo parece estar sob controle até o despertar do primeiro deles. O romance mistura diversos elementos já conhecidos na escrita de Vianco: terror, suspense, fantasia, sobrenatural, romance e o tema pelo qual o autor é reconhecido: VAMPIROS.

Lançado de forma independente em 2000, Os Sete, de André Vianco, conquistou uma multidão de fãs e se tornou um best-seller, vendendo mais de 100 mil exemplares. O sucesso foi tão grande que consagrou o autor como um dos mais importantes na literatura de fantasia nacional. É neste romance que Vianco atualiza o mito dos vampiros e o encaixa na realidade brasileira, apresentando ao leitor seres poderosos, cada um com uma característica única, porém, todos monstruosamente perversos.

A nova edição chega ao leitor com a ilustração de capa produzida pelo brasileiro Rodrigo Bastos Didier e o design é de Pedro Inoue, o mesmo artista de 2001: Uma Odisseia no Espaço e a da edição comemorativa de 50 anos de Laranja Mecânica.

Sobre o autor: Nascido em 1976, André Vianco começou a escrever na adolescência, bancando do próprio bolso seus primeiros livros e indo pessoalmente às livrarias apresentá-los aos vendedores. Nos anos 2000, produziu mil cópias de sua primeira obra, Os sete, que rapidamente conquistou o público e se tornou um best-seller. Hoje é considerado o principal expoente contemporâneo do terror e do suspense na literatura brasileira. Depois do sucesso de Os sete, Vianco escreveu mais vinte outras obras, que juntas venderam quase 1 milhão de exemplares.

ONDE ENCONTRAR PELO MELHOR PREÇO: https://www.saraiva.com.br

Confira as nossas resenhas: A série Napolitana

As muitas nuances da série napolitana de Elena Ferrante

I Por Ligia Borges

I 15 de janeiro de 2018

 

Agora que terminei o último livro da tetralogia escrita por Elena Ferrante, posso dizer que tenho condições de fazer uma análise sobre essa série, mas antes de começar essa nossa conversa sobre os livros e sobre o mistério em volta da identidade da autora, divido com vocês a angustia que é escolher um só aspecto da série para explorar nessa discussão.

Digo isso porque existe uma pluralidade de temas tratados por Elena Ferrante nestes livros que daria para escrever uma nova tetralogia crítica, brincadeira. Tentarei ser objetiva e escolher apenas um dos pontos que muito me tocou nessa história que é a questão da metalinguagem e o processo de falar sobre a escrita de um romance dentro da própria história contada pela narradora que é uma das personagens principais, mas antes de ressaltar esse aspecto de construção da narrativa, vamos nos situar a respeito dos livros e da autora.

Elena Ferrante que assina a autoria dos livros é na verdade um pseudônimo, a verdadeira identidade da autora ainda é mantida em segredo até hoje.  Ferrante nunca apareceu em público e suas entrevistas são todas por email.

A série napolitana que é sucesso no mundo todo abarca quatro volumes, com cerca de 1.700 páginas, lançados aqui no Brasil pela Biblioteca Azul, selo da Editoria Globo. São eles: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e A História da Menina Perdida.

A história se passa na cidade italiana de Nápoles, no pós-guerra, e o ponto de partida é a infância e os laços de amizade entre duas meninas: Rafael Cerullo, Lila, e Elena Greco, Lenu. Ao retratar a vida das personagens, um recorte da infância à maturidade, a autora aproveita para nos dar um panorama social da Itália que tenta se reerguer e se reestrurar após o fim da II Guerra Mundial. Nesse contexto, há uma enorme reflexão sobre a condição feminina em meio a uma sociedade em que o machismo predomina e impõe seus obstáculos ao próprio progresso de uma nação.

Um aspecto da prosa de Ferrante, um pouco mais técnico, que eu gostaria de destacar, como afirmei no início, é a metalinguagem.  A narradora dessa história é a própria Elena Greco que conta a sua vida e a relação com sua melhor amiga, Lila, e fala também do seu processo de criação e escrita desse romance, no caso o próprio que estamos lendo. A série napolitana é também uma obra sobre a escrita, sobre escrever um livro que retrate o peso de uma amizade e sobre a história de um bairro que tenta se recuperar de uma guerra.

As duas amigas gostam muito de ler e escrever também.  Lila sempre teve o dom da escrita, é chamada por Elena de a amiga genial, mas é obrigada a interromper os estudos para se casar e, assim, permitir os negócios da família numa sapataria. Já Elena prossegue os seus estudos e se transforma uma intelectual e escritora aclamada. Mas é Lila quem é criativa, Elena precisa de Lila para escrever as suas histórias.

Como toda série, em determinados momentos, o leitor se sentirá um pouco cansado, até mesmo porque Ferrante conferiu tanta humanidade a seus personagens que em alguns pontos da trama começamos a acha-los tão teimosos e chatos em seus dilemas cotidianos que a gente se entedia. Pensando bem talvez essa seja uma grande qualidade da prosa de Ferrante, a humanização, e o fato de nos sentirmos fadigados com as aventuras de nossos personagens ocorra justamente por ela ter conseguido retratar com sucesso o ser humano e suas contradições.

Título: Série napolitana composta por quatro romances: A Amiga Genial, História do Novo Sobrenome, História de Quem Foge e de Quem Fica e A História da Menina Perdida.

Autora: Elena Ferrante.

Editora: Biblioteca Azul.

Sinopse oficial: A Série Napolitana, formada por quatro romances, conta a história de duas amigas ao longo de suas vidas. O primeiro, A amiga genial, é narrado por Elena Greco e cobre  da infância aos 16 anos. As meninas se conhecem em uma vizinhança pobre de Nápoles, na década de 1950. Elena, a menina mais inteligente da turma, tem sua vida transformada quando a família do sapateiro Cerullo chega ao bairro e Raffaella, uma criança magra, mal comportada e selvagem, se torna o centro das atenções. Essa menina, tão diferente de Elena, exerce uma atração irresistível sobre ela.

As duas se unem, competem, brigam, fazem planos. Em um bairro marcado pela violência, pelos gritos e agressões dos adultos e pelo medo constante, as meninas sonham com um futuro melhor. Ir embora, conhecer o mundo, escrever livros. Os estudos parecem a melhor opção para que as duas não terminem como suas mães entristecidas pela pobreza, cansadas, cheias de filhos. No entanto, quando as duas terminam a quinta série, a família Greco decide apoiar os estudos de Elena, enquanto os Cerrulo não investem na educação de Raffaella. As duas seguem caminhos diferentes.

Mais que um romance sobre a intensidade e complexa dinâmica da amizade feminina, Ferrante aborda as mudanças na Itália no pós-guerra e as transformações pelas quais as vidas das mulheres passaram durante a segunda metade do século XX. Sua prosa clara e fluída evoca o sentimento de descoberta que povoa a infância e cria uma tensão que captura o leitor.

Páginas: 1700

Sobre a autora: Elena Ferrante é pseudônimo de uma autora italiana, festejada pelo mundo afora como uma das mais belas prosas contemporâneas. Elena nunca mostrou o rosto, nem sequer deu alguma pista da sua verdadeira identidade. Nas raríssimas entrevistas que concede, todas por email, costuma dizer que já fez “ tudo que podia ter feito pelos seus livros escrevendo-os”.

Estamos lendo: Os Irmãos Karamázov

Os Irmãos Karamázov

I Por Ligia Borges

I 9 de janeiro de 2018

Sinopse oficial:

Último romance de Fiódor Dostoiévski, ‘Os irmãos Karamázov’ procura representar uma síntese de toda sua produção. O livro chega agora ao público brasileiro em tradução direta do russo. Um livro que busca ser ao mesmo tempo filosófico e policial, trata da conturbada relação entre o devasso Fiódor Karamázov e seus três filhos – Aliócha, ‘puro’ e místico; Ivan, intelectual e atormentado; e Dmitri, orgulhoso e apaixonado.

Ficha técnica:

PESO  1.453 Kg
MARCA Editora 34
I.S.B.N. 9788573264098
REFERÊNCIA 9788573264098
ALTURA 20.50 cm
LARGURA 16.00 cm
PROFUNDIDADE 1.00 cm
NÚMERO DE PÁGINAS 1040
IDIOMA Português
ACABAMENTO Capa dura
VOLUME 2 Volumes
CÓD. BARRAS 9788573264098
NÚMERO DA EDIÇÃO 1
ANO DA EDIÇÃO 2008
PAÍS DE ORIGEM Brasil

 

Confira as nossas resenhas: Superman: entre a foice e o martelo

Para o alto e avante, camaradas!!

I Por C.J. Fernandes

I 26 de dezembro de 2017

A DC Comics é famosa não apenas por ter na sua galeria personagens icônicos como Superman, Batman, Mulher Maravilha e Flash entre outros. A editora também se destaca por criar excelentes histórias alternativas, fora do seu cânone, que tornam-se referências para qualquer leitor de HQs. Assim foi com “O cavaleiro das trevas” de Frank Miller, “Reino do amanhã” de Mark Waid e Alex Ross, “Crise nas infinitas Terras” de Marv Wolfman e George Pérez e com “Superman – Entre a foice e o martelo”, com roteiro de Mark Millar e desenhos de Dave Johnson e Kilian Plunkett (na maioria das artes).

A história ocorre em uma realidade na qual a nave do bebê Kal-el, vinda de Krypton, cai na Ucrânia, ainda pertencente à União Soviética. A primeira questão a ser respondida é se o Superman soviético tem a sua essência de bom moço preservada ou se a ideologia socialista de Stalin o torna uma ameaça para o estilo vida capitalista norte-americano.

Independente da personalidade do homem de aço, o seu inimigo, o norte-americano, Lex Luthor, se preocupa mais com a sua vaidade do que com a segurança nacional, o que o torna o inimigo número um também nesse universo paralelo. Como estamos em outra realidade, a participação e origem de outros personagens, como a Mulher-Maravilha, Lois Lane, Lanterna Verde e Batman (que é a melhor na minha opinião) é alterada também, sendo, quase, a cereja do bolo dessa excelente história escrita por um dos meus autores favoritos, o escocês Mark Millar (o mesmo autor de “O procurado”, “Kick Ass” e “Kingsman” entre outros).

Seguindo a nossa política anti-spoiler, a história vale a pena para conhecermos um Superman por outra perspectiva, seguindo outra ideologia. O final é surpreendente, a cereja do bolo definitiva, embora, mais uma vez na minha opinião, poderia ter uma coisinha, um detalhe, uma questão de geografia, que faria o final perfeito para essa história já consagrada.

Título: Superman: entre a foice e martelo

Editora: Panini Comics

Sinopse oficial: Depois dessa surpreendente releitura de um conto mais que familiar, uma certa nave kryptoniana cai na Terra, trazendo um infante que um dia se tornará o ser mais poderoso do planeta. Mas seu veículo não caiu nos Estados Unidos. Ele não foi criado em Smallville, Kansas. Em vez disso, encontrou um novo lar em uma fazenda coletiva na União Soviética! Da mente de Mark Millar, elogiado roteirista de Authority e O Procurado, chega esta estranha e genial reinterpretação do mito do Superman. Com arte de Dave Johnson, Kilian Plunkett, Andrew Robinson e Walden Wong.

Sobre o autor: Mark Millar é um premiado autor de história em quadrinhos escocês nascido em Coatbridge, Escócia. Residente em Glasgow, Millar tornou-se o autor cujos trabalhos são os mais vendidos na América na década de 2000. Em 2004, criou o  Millarworld, selo que abriga suas histórias autorais. Suas obras mais conhecidas incluem: The Authority, a releitura de Os Vingadores de Stan Lee e  Jack Kirby,  Os Supremos, Marvel Knights Spider-Man, Old Man Logan, Superman: entre a foice e o Martelo, Ultimate Fantastic Four, a mega saga Guerra Civil e os autorais O Procurado, Kick-Ass e Kingsman: Serviço Secreto.

 

 

Estamos lendo: Os Sete

Os Sete

I Por CJ Fernandes

I  19 de dezembro de 2017

Sinopse oficial:

Na trama ambientada em terras brasileiras, uma caravela portuguesa naufragada com mais de 500 anos é descoberta no litoral do país. Dentro dela, uma estranha caixa de prata lacrada esconde um segredo. Apesar do aviso grafado, com a recomendação de não abri-la, a equipe de mergulhadores que a descobriu decide seguir em frente, e encontra sete cadáveres. Esses corpos misteriosos são levados para estudos e tudo parece estar sob controle até o despertar do primeiro deles. O romance mistura diversos elementos já conhecidos na escrita de Vianco: terror, suspense, fantasia, sobrenatural, romance e o tema pelo qual o autor é reconhecido: VAMPIROS.

Lançado de forma independente em 2000, Os Sete, de André Vianco, conquistou uma multidão de fãs e se tornou um best-seller, vendendo mais de 100 mil exemplares. O sucesso foi tão grande que consagrou o autor como um dos mais importantes na literatura de fantasia nacional. É neste romance que Vianco atualiza o mito dos vampiros e o encaixa na realidade brasileira, apresentando ao leitor seres poderosos, cada um com uma característica única, porém, todos monstruosamente perversos.

A nova edição chega ao leitor com a ilustração de capa produzida pelo brasileiro Rodrigo Bastos Didier e o design é de Pedro Inoue, o mesmo artista de 2001: Uma Odisseia no Espaço e a da edição comemorativa de 50 anos de Laranja Mecânica.

FICHA TÉCNICA

Edição: 1ª

ANO: 2016

Páginas: 432

ACABAMENTO:brochura

Peso: 0,600 kg

ISBN: 9788576573388

 

Confira as nossas resenhas: Olhos D’Água

O que há por trás desses Olhos d ’Água ?

I Por Ligia Borges

I  11 de dezembro de 2017

Olhos D’água, de Conceição Evaristo, é um livro curto no tamanho e grandioso em sua forma de ser. A obra reúne 15 pequenos contos e a gente já pensa que rapidinho se lê. Ledo engano. É impossível prosseguir a leitura de cada um desses contos, de forma instantânea e rápida, sem passar dias e dias refletindo sobre os temas ali tratados.

Dentro de cada conto habita uma história, um personagem que poderia ser o mesmo de todos os outros contos, um cotidiano que se repete em cada vida, uma sina que se cumpre em um destino, cronologicamente, determinado e condenado aos mesmos desfechos. Será fatalidade? Certamente não é. Não pode ser fruto do acaso esse conglomerado de vidas condenadas aos mesmos fins sociais. Tem alguma coisa muito errada nesse sistema.

Conceição Evaristo, com sua escrita leve, diria quase poética, dá voz e sentimentos a personagens anônimos que estão no noticiário nosso de cada dia. Mas a crônica jornalística na maioria das vezes se atém apenas aos fatos: “Tiroteio assusta moradores na favela” ou “Policiais e criminosos trocam tiros após invasão na favela” são algumas manchetes reais que a gente encontra nas notícias por aí.

No conto ‘ Zaíta esqueceu de guardar os brinquedos’, Conceição nos fala sobre as brincadeiras de duas irmãzinhas gêmeas, moradoras da favela: ”Nos últimos tempos na favela, os tiroteios aconteciam com frequência e a qualquer hora… Zaíta seguia distraída em sua preocupação. Mais um tiroteio começava (…)”.  Zaíta procurava a sua irmã e a figurinha mais bonita do seu álbum, que retratava uma garotinha carregando uma braçada de flores. E aqui interrompo minha escrita sobre esse conto porque acredito que essa leitura deveria ser obrigatória para cada um de nós e quero dar a  vocês a oportunidade de conhecerem esse conto todo, sem que eu estrague a descoberta dessa leitura revelando o desfecho.

A leitura de Olhos d’Água nos possibilita andar pelas ruas de forma mais atenta, direcionando um outro olhar para o mundo e, principalmente, para os nossos semelhantes. Um olhar mais brando, de mais empatia, de mais tolerância, de mais compaixão, de mais amor. No conto ’Di lixão’, Evaristo conta a história de um morador de rua e a gente finaliza o conto e lembra que aquela pessoa deitada na calçada é um ser humano e tem uma história de vida. Pensemos sempre nisso na próxima vez em que olharmos alguém que perambula pelas ruas.

O livro, que conquistou o terceiro lugar na categoria Contos e Crônicas do Prêmio Jabuti de 2015, trata de uma série de questões sociais e existenciais. Pobreza, preconceito, autoestima, racismo, violência, educação e sexo são só algumas delas. Numa pluralidade de personagens composto por mães, maridos, amantes, namorados, vizinhos, patrões, filhos e crianças, há um destaque: as mulheres, sempre fortes, numa luta diária para serem respeitas, amadas, reconhecidas, valorizadas. Mulheres que carregam consigo a força da ancestralidade de suas raízes africanas.

Olhos D’Água é também um belíssimo conto que dá título ao livro. “Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe?”. Para saber o final dessa história, tem que ler o livro, tem que ler, tem que…

Título: Olhos D’Água.

Autor: Conceição Evaristo.

Editora: Pallas.

Sinopse oficial: Em Olhos d’água Conceição Evaristo ajusta o foco de seu interesse na população afro-brasileira abordando, sem meias palavras, a pobreza e a violência urbana que a acometem. Sem sentimentalismos, mas sempre incorporando a tessitura poética à ficção, seus contos apresentam uma significativa galeria de mulheres: Ana Davenga, a mendiga Duzu-Querença, Natalina, Luamanda, Cida, a menina Zaíta. Ou serão todas a mesma mulher, captada e recriada no caleidoscópio da literatura em variados instantâneos da vida? Elas diferem em idade e em conjunturas de experiências, mas compartilham da mesma vida de ferro, equilibrando-se na “frágil vara” que, lemos no conto “O Cooper de Cida”, é a “corda bamba do tempo”. Em Olhos d’água estão presentes mães, muitas mães. E também filhas, avós, amantes, homens e mulheres – todos evocados em seus vínculos e dilemas sociais, sexuais, existenciais, numa pluralidade e vulnerabilidade que constituem a humana condição. Sem quaisquer idealizações, são aqui recriadas com firmeza e talento as duras condições enfrentadas pela comunidade afro-brasileira.

Páginas: 116

Sobre a autora*: Conceição Evaristo nasceu em 29 de dezembro de 1946 numa favela da zona sul de Belo Horizonte, Minas Gerais. Filha de uma lavadeira que, assim como Carolina Maria de Jesus, matinha um diário onde anotava as dificuldades de um cotidiano sofrido, Conceição cresceu rodeada por palavras. Teve que conciliar os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, já aos 25 anos.

Uma das principais expoentes da literatura brasileira e afro-brasileira atualmente, Conceição Evaristo tornou-se também uma escritora negra de projeção internacional, com livros traduzidos em outros idiomas. Publicou seu primeiro poema em 1990, no décimo terceiro volume dos Cadernos Negros, editado pelo grupo Quilombhoje, de São Paulo. Desde então, publicou diversos poemas e contos nos Cadernos, além de uma coletânea de poemas e dois romances.

A poeta traz em sua literatura profundas reflexões acerca das questões de raça e de gênero, com o objetivo claro de revelar a desigualdade velada em nossa sociedade, de recuperar uma memória sofrida da população afro-brasileira em toda sua riqueza e sua potencialidade de ação. É uma mulher que tem cuidado de abrir espaços para outras mulheres negras se apresentarem no mundo da literatura.

*Com informações consultadas em: http://www.palmares.gov.br/conceicao-evaristo

 

 

 

 

Confira as nossas resenhas: Grande Sertão Veredas

Relato de um Grande Sertão: Veredas

I Por Ligia Borges

I 26 de novembro de 2017

 

E de repente você se vê fazendo a travessia em meio a um Grande Sertão: Veredas. Livro bom é aquele que tem o poder te arremessar para o meio da história. Porém, engana-se quem pensa que o relato feito por João Guimarães Rosa a respeito das andanças do jagunço Riobaldo pelo sertão de Minas Gerais, Goiás e Bahia tem esse poder de já captar o leitor à primeira vista.

De início já lhes digo: não é uma leitura fácil. O livro é quase uma metalinguagem da vida no sertão. Para sobreviver e vencer a travessia carece de ter paciência e persistência. É preciso uma boa dose de coragem e também um pouco de resistência, para chegar ao fim desse relato. Como no sertão, muitos são os sertanejos que, por uma questão de sobrevivência, largam tudo e vão para as grandes capitais tentar a vida. Mas há os que ficam e sobrevivem e esses, como diz o escritor Euclides da Cunha, são “antes de tudo uns fortes”.

Apesar dos percalços que foi fazer essa travessia literária, posso afirmar, sem sombra de dúvidas, que este é um dos livros mais incríveis que já li. O relato impressiona pela riqueza de detalhes a respeito da região. Guimarães retrata por meio de uma precisão, praticamente documental, toda a grandiosidade da fauna e da flora da região que abrange os três estados e acompanha o curso do rio Urucuia no sertão mineiro.

Outro traço que impressiona na literatura de Guimarães, especialmente neste livro, é o exercício de linguagem. O autor constrói todo um linguajar e um modo de falar próprio do personagem principal e narrador dessa história, Riobaldo. A história é contada por meio da conversa do protagonista, agora um fazendeiro e ex-jagunço, com um forasteiro. Todo o relato das vivências dele pelo sertão, da vida de jagunço e de sua admiração pelo jagunço Reinaldo,  Diadorim, se desenvolve a partir desse diálogo.  São muitos os personagens dessa travessia, são tantos que às vezes a gente se perde e se confunde. É complicado sintetizar a história em um resumo. Mas de modo bem genérico, podemos dizer que a narrativa retrata o conflito entre dois bandos de jagunços.

A riqueza da prosa literária de Guimarães é um dos pontos fortes do livro mas, para além do enredo, o que encanta mais nesse relato são as reflexões, falas, conclusões de Riobaldo a respeito de questões filosóficas e universais que acompanham o homem desde sempre.  Num relato cheio de poesia e inquietação, Riobaldo nos coloca em contato com temas como amor, alegria, ambição, ódio, solidão, dor, medo, morte, Deus, diabo.

A todo o momento a gente se depara com citações que mexem com as nossas inquietações e faz com que nos encantemos o tempo todo … De modo que, durante a travessia não foram poucos os grifos que fiz a respeito dos relatos de Riobaldo, essa figura que já virou um dos meus queridinhos da literatura …

“O correr da vida embrulha tudo.

A vida é assim: esquenta e esfria,

aperta e daí afrouxa,

sossega e depois desinquieta.

O que ela quer da gente é coragem …

O que Deus quer é ver a gente

aprendendo a ser capaz

de ficar alegre a mais,

no meio da alegria,

e inda mais alegre

ainda no meio da tristeza!

A vida inventa!

A gente principia as coisas,

no não saber por que,

e desde aí perde o poder de continuação

porque a vida é mutirão de todos,

por todos remexida e temperada.

O mais importante e bonito, do mundo, é isto:

que as pessoas não estão sempre iguais,

ainda não foram terminadas,

mas que elas vão sempre mudando.

Afinam ou desafinam. Verdade maior.

Só se pode viver perto de outro,

e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio,

se a gente tem amor.

Qualquer amor já é um pouquinho de saúde,

um descanso na loucura.

Viver é muito perigoso; e não é não.”

Título: Grande Sertão: Veredas.

Autor: João Guimarães Rosa.

Editora: Nova Fronteira.

Sinopse oficial: Livro fundamental na literatura brasileira, o romance João Guimarães Rosa, publicado em 1956, foi escolhido pela Folha de São Paulo, pela Revista Época e por várias associações internacionais como um dos 100 maiores livros da literatura universal do século XX. Nesta obra de Guimarães Rosa, o sertão é visto e vivido de uma maneira subjetiva e profunda, e não apenas como uma paisagem a ser descrita, ou como uma série de costumes que parecem pitorescos. Sua visão resulta de um processo de integração total entre o autor e a temática, e dessa integração a linguagem é o reflexo principal. Para contar o sertão, Guimarães Rosa utiliza-se do idioma do próprio sertão, falado por Riobaldo em sua extensa e perturbadora narrativa.

Encontramos em ´Grande Sertão-Veredas´ dimensões universais da condição humana – o amor, a morte, o sofrimento, o ódio, a alegria – retratadas através das lembranças do jagunço em suas aventuras no sertão mítico, e de seu amor impossível por Diadorim

Páginas: 496

Sobre o autor*: João Guimarães Rosa nasceu em 27 de junho de 1908 na cidade de Cordisburgo, Minas Gerais. Em 1925 matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, formando-se em 1930. Passou a exercer a profissão de médico no interior de Minas Gerais, onde teve um primeiro encontro com os elementos e a realidade do sertão.

Em 1934 foi aprovado em um concurso para o Itamaraty e exerceu diversas funções diplomáticas no exterior. Ao lado de sua atividade profissional, como médico ou como diplomata, Guimarães Rosa nunca deixou de escrever.

Estreou na literatura em 1929, quando a revista “O Cruzeiro” publicou alguns contos seus, vencedores de um concurso literário da edição. Seu primeiro livro, a coletânea de contos “Sagarana”, foi publicado em 1946 e chamou muita atenção pelas inovações técnicas e riqueza de simbologias. Mas a consagração definitiva viria com a publicação do seu único romance, “Grande Sertão: Veredas”, em 1956.

Em 1961, Guimarães Rosa recebeu da Academia Brasileira de Letras o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra. Candidatou-se à Academia Brasileira de Letras, pela segunda vez, em 1963 e foi eleito por unanimidade. Mas não foi empossado imediatamente, porque adiou a cerimônia enquanto pôde. Dizia ter medo de morrer no dia do evento. Só tomou posse em 16 de novembro de 1967. Três dias depois, em 19 de novembro, morreu subitamente em seu apartamento no Rio de Janeiro, de infarto.

Suas principais obras são: “Sagarana” (1946), “Grande Sertão: Veredas” (1956), “Corpo de Baile” (1956; atualmente é publicada em três volumes: “Manuelzão e Miguilim”, “No Urubuquaquá, no Pinhém” e “Noites do Sertão”) e “Primeiras Estórias” (1962).

*Com informações consultadas em: https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/grande-sertao-veredas-resumo-da-obra-de-guimaraes-rosa/

Confira as nossas resenhas: O iluminado

Era uma vez um hotel amaldiçoado…

I Por CJ Fernandes

I 20 de novembro de 2017

Conheci O Iluminado através do cinema, na adaptação de Stanly Kubrick, estrelada por Jack Nicholson. Assisti já adulto e achava que teria mais medo do que realmente tive. Curioso, anos depois resolvi ler o romance que deu origem ao filme, seria o meu primeiro livro de Stephen King e a expectativa era grande, mesmo ouvindo críticas do livro em comparação ao filme.

Uma técnica da escrita para fazer com que o leitor crie empatia, ou antipatia, pelos seus personagens é fazer essa construção de relacionamento no início do livro. Para muitos podem parecer enrolação, mas é algo necessário, caso contrário, você não compra, não acredita na história e abandona o livro, fazendo com que o autor não venda nada e morra de fome (dramático, eu sei). King é conhecido por fazer essa construção /apresentação, sem pressa e detalhada. Eu não sabia disso e fui descobrir nessa obra. Ele demora muito, muito mesmo, para essa construção. Eu até achava que coisa minha, pelo fato de ler quadrinhos, que é uma velocidade maior, ou outros livros que não tinha me incomodado com isso, enfim, pensava que era pessoal, mas não era. Tenho um amigo, aquele que leu It e a saga inteira, eu disse inteira, da Torre Negra (7 livros) duas vezes, que desistiu de O Iluminado. Eu quase desisti, quase. Virou uma questão de honra ler esse livro!

A construção de personagens gira em torno de quatro: Jack Torrance, o pai, Wendy, a mãe, Danny, o filho, O Iluminado (calma, não é spoiler, é?) e o Overlook (sim, o hotel). Talvez aí esteja o grande trunfo do livro, o hotel é um dos seus grandes antagonistas. O seu passado é fator importante para o entendimento do presente, compreendendo o porquê que as coisas acontecem daquela forma e como ele tem o poder de influenciar as pessoas que se hospedam, ou moram nele. O novo zelador do hotel, Jack tem os seus próprios demônios para lidar e é aí que o hotel vê uma oportunidade. Oportunidade essa, quando o seu filho Danny, um garotinho de cinco anos, se mostra ser um iluminado, o que aguça a cobiça do Overlook em possuí-lo. O ritmo arrastado da obra gira em torno da relação de Jack com a sua família e com o hotel.

Até metade, ou um pouco mais do livro, vemos o relacionamento de Jack com o hotel aumentando, em detrimento do seu com a sua família. Com isso, o ritmo do livro acelera em algumas cenas, seguindo por pausas para recuperar o fôlego do leitor. Quando a história está próxima do final, aí sim, a obra deslancha. O ritmo é frenético e é impossível abandonar o texto. King escreve bem! Como escreve e ao chegar no final da história a gente se pergunta como aquela família estaria depois daquela experiência traumática. Entretanto, não precisamos imaginar, pois King escreveu Dr Sono, a sua continuação. Atualmente, a Suma de Letras lançou uma edição de luxo de o Iluminado com um novo prólogo e epílogo, além da revisão de texto. Não me atreverei a ler o livro de novo (no futuro quem sabe?), mas Dr Sono, já está na minha prateleira.

Título: O Iluminado

Autor: Stephen King.

Editora: Suma de letras.

Sinopse oficial: O lugar perfeito para recomeçar, é o que pensa Jack Torrance ao ser contratado como zelador para o inverno. Hora de deixar para trás o alcoolismo, os acessos de fúria e os repetidos fracassos. Isolado pela neve com a esposa e o filho, tudo o que Jack deseja é um pouco de paz para se dedicar à escrita.
Mas, conforme o inverno se aprofunda, o local paradisíaco começa a parecer cada vez mais remoto… e sinistro. Forças malignas habitam o Overlook, e tentam se apoderar de Danny Torrance, um garotinho com grandes poderes sobrenaturais.
Possuir o menino, no entanto, se mostra mais difícil do que esperado. Então os espíritos resolvem se aproveitar das fraquezas do pai…
Um dos livros mais assustadores de todos os tempos, O iluminado é uma das obras mais consagradas do terror.

Páginas: 464

Sobre o autor: É autor de mais de cinquenta livros best-sellers no mundo inteiro. Os mais recentes incluem Revival, Mr. Mercedes, Escuridão total sem estrelas (vencedor dos prêmios Bram Stoker e British Fantasy), Doutor Sono, Joyland, Sob a redoma (que virou uma série de sucesso na TV) e Novembro de 63 (que entrou no TOP 10 dos melhores livros de 2011 na lista do New York Times Book Reviewe ganhou o Los Angeles Times Book Prize na categoria Terror/Thriller e o Best Hardcover Novel Award da Organização International Thriller Writers). Em 2003, King recebeu a medalha de Eminente Contribuição às Letras Americanas da National Book Foundation e, em 2007, foi nomeado Grão-Mestre dos Escritores de Mistério dos Estados Unidos.

Ele mora em Bangor, no Maine, com a esposa, a escritora Tabitha King.

Onde encontrar o melhor preço: https://www.livrariacultura.com.br

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História da Menina Perdida

IPor Ligia Borges

I 16 de novembro de 2017

Sinopse oficial:

Autora finaliza a série napolitana que já vendeu mais de 100.000 exemplares no Brasil. A história de vida de Lenu e Lina e de todos os personagens do bairro de Nápoles agora caminham da maturidade à velhice. “História da menina perdida” é o final que o leitor esperava, com a dureza e a força que aprendemos a identificar nas personagens de Ferrante — sem rodeios.

Ficha técnica:

Peso: 0.480 Kg
Marca: Biblioteca Azul
I.S.B.N: 9788525063106
Altura: 21.00 cm
Largura: 14.00 cm
Profundidade: 2.70 cm
Número de páginas: 480
Idioma: Português
Acabamento: Brochura
Cód. Barras: 9788525063106
Número da edição: 1
Ano de edição: 2017