Notícias: Poesia de cordel é declarada Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

Poesia de cordel é declarada Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro

I Por Ligia Borges

I 20 de setembro de 2018

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J. Borges ganhou exposição comemorativa pelos seus 80 anos, promovida pela Caixa Cultural. Essa foto foi tirada em Brasília, mas a exposição tem rodado o país. Foto: Arquivo Pessoal.

Um dos estilos literários mais próximos da cultura popular, a poesia da literatura de cordel foi reconhecida nesta quarta-feira (19) como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. O título foi concedido por unanimidade pelo Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A literatura de cordel teve início no Norte e no Nordeste, espalhando-se por todo o Brasil. O estilo retrata muito o imaginário coletivo, a cultura popular, a memória social e o ponto de vista dos poetas a respeito de acontecimentos vividos ou imaginados.

José Francisco Borges, mais conhecido como J. Borges, é um dos nomes mais conhecidos quando se fala de cordel. No início do ano, tive a oportunidade de visitar uma exposição, em Brasília, em que apresentava uma parte das suas obras e um pouco da sua vida. Uma lindeza!

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J. Borges é um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina e o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Imagem: Divulgação/Internet

Sobre J. Borges –   Um dos artistas folclóricos mais celebrados da América Latina, este cordelista e xilogravista nasceu em 20 de dezembro de 1935 em Bezerros, Pernambuco. Autodidata, o gosto pela poesia o fez encontrar nos folhetos de cordel um substituto para os livros escolares.

Em 1964 começou a escrever folhetos de cordel. Como não tinha dinheiro para pagar um ilustrador, J. Borges resolveu fazer ele mesmo os desenhos para ilustrar os seus folhetos, produzindo mais de 200 cordéis ao longo da vida.

 

 

 

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