Confira as nossas resenhas: Rita Lee, uma autobiografia

Desculpe o auê

 

I Por Ligia Borges

I 12 de fevereiro de 2018

Quando eu ganhei a autobiografia da Rita Lee, confesso que não fiquei lá tão empolgada assim, porque a cantora sempre foi uma figura neutra para mim: não acompanhei a trajetória dos Mutantes, conhecia a Ritinha (depois da leitura me sinto confortável para chamá-la assim) de uma música ou outra, provavelmente, de alguma trilha sonora de novela do horário nobre. Foi mal aê, Rita!

O que mudou então?  Ler a autobiografia da Rita Lee é mergulhar nos bastidores da música brasileira nos idos dos anos 70/80/90, é conhecer um ser humano que viveu intensamente a concretização dessa frase de Caetano, “ a dor e a delícia de ser o que é”. A leitura é um convite a uma conversa franca e divertidíssima, muitas vezes, chocante. Não tem como não se impressionar, não sentir uma vontade imensa de conhecê-la.

E a Rita escritora me surpreendeu muito.  Ela conseguiu explorar com tamanha riqueza o estilo coloquial da narrativa. A impressão que se tem da leitura é que ela está sentada num banquinho ao nosso lado contando todos aqueles casos. Fofa!

Sem pudor ou falsa modéstia, Rita abre o verbo. Fala da relação com seus pais, sua família, traça um retrato muito intimo da sua infância e adolescência. Fala de coisas que deixa qualquer ser humano de cabelo em pé, mas me parece que ela lida com tudo isso com tamanha naturalidade, que a gente avança e percorre as páginas, segue o baile da leitura, sem parar para lamentar os fatos que ocorreram em sua vida.

Defensora dos animais, detestava ver qualquer mal trato aos bichinhos. Fofa! Consciente! A relação de amor com Roberto Carvalho é uma coisa linda de se ver, uma parceria belíssima, inspiração para diversas composições, “desculpe o auê, eu não queria magoar você” surgiu após uma briga do casal. A gente pensa: que bom Rita que, em meio a esse liquidificador que você escreveu nas páginas da vida e relatou para a gente aqui nessa biografia, você encontrou um parceiro desses, tem sua família que te acolhe, que são felizes.

“ Estranho ter sido o que fui sendo o que sou hoje. Parece que sempre tive a idade que tenho agora. Aos setenta tem-se a impressão de que a vida passou rápido demais, escrevendo a própria biografia, percebe-se que foi longa pra caramba. Vivi intensamente infância, juventude e maturidade, a fase velhice é novidade para mim, apesar de, claro, percebê-la mais familiar do que as anteriores” …

 

Ficha Técnica

Título:  Rita Lee, uma autobiografia

Autor: Rita Lee

Editora:  Globo Livros

Páginas: 296

 

Sinopse Oficial:  

“Do primeiro disco voador ao último porre, Rita é consistente. Corajosa. Sem culpa nenhuma. Tanto que, ao ler o livro, várias vezes temos a sensação de estar diante de uma bio não autorizada, tamanha a honestidade nas histórias. A infância e os primeiros passos na vida artística; sua prisão em 1976; o encontro de almas com Roberto de Carvalho; o nascimento dos filhos, das músicas e dos discos clássicos; os tropeços e as glórias. Está tudo lá. E você pode ter certeza: essa é a obra mais pessoal que ela poderia entregar de presente para nós. Rita cuidou de tudo. Escreveu, escolheu as fotos e criou as legendas – e até decidiu a ordem das imagens -, fez a capa, pensou na contracapa, nas orelhas… Entregou o livro assim: prontinho. Sua essência está nessas páginas. E é exatamente desse modo que a Globo Livros coloca a autobiografia da nossa estrela maior no mercado.” Guilherme Samora é jornalista e estudioso do legado cultural de Rita Lee.

 

7 Replies to “Confira as nossas resenhas: Rita Lee, uma autobiografia”

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