Confira as nossas resenhas: Não leve a vida tão a sério

Como não levar a vida tão a sério?

 I Por Ligia Borges

I 10 de julho de 2018

 

O texto a seguir não se propõe a ser uma resenha propriamente dita, na verdade, se trata muito mais da minha experiência pessoal e de leitura de Não leve a vida tão a sério, de Hugh Prather.  Bem, não costumo ser muito adepta de livros que se propõem a traçar um manual de regras com passo a passo para você implementar ações de modo a melhorar a sua vida ou que tragam a receita de bolo para garantir a realização dos seus sonhos. Até já li alguns títulos por aí, mas ao contrário do que acontece com as obras literárias, que nunca abandono pela metade, o gênero autoajuda é o tipo que quando me enfadonha deixo logo pelo meio do caminho.

Segundo as pesquisas, esse tipo de leitura encontra-se entre as que mais têm aquecido o mercado editorial nos últimos tempos. As pessoas vêm cada vez mais se interessando pelos títulos que se propõem a fazer um trabalho de “ coaching”, ou seja, a ditarem a fórmula para que trilhem e obtenham sucesso nas mais diversas áreas: profissional, financeira, amorosa, espiritual e prometem a fórmula de sucesso para alavancar a mudança pessoal. As prateleiras das livrarias estão repletas desses títulos que prometem revolucionar a nossa forma de se colocar no mundo e oferecem a solução mágica para todos os nossos problemas. Mas será mesmo?

Pois bem, você deve estar se perguntado o que fez então com que eu “caísse nas graças” de Não leve a vida tão a sério? Apesar deste livro estar nas prateleiras do gênero autoajuda, ele se propõe e consegue, a meu ver, traçar uma conversa equilibrada chamando a nossa atenção para a implantação de pequenas mudanças em nossos hábitos no dia a dia de modo a usarmos as próprias ferramentas internas  das quais dispomos para encontrarmos por nós mesmos a solução para as angustias que nós criamos.

” Existem três coisas que você precisa abrir mão: julgar, controlar e ser o dono da verdade. Livre-se das três e você terá a mente íntegra e vibrante de uma criança.”

O autor trabalha com técnicas da meditação e da psicologia, áreas pelas quais tenho grande interesse, para nos lembrar de ações que nós mesmos já sabemos, mas que temos enorme dificuldade para colocar em prática. Não existe muito segredo, é a nossa atitude mental a grande responsável por definir a nossa forma de nos colocarmos no mundo e a nossa experiência em relação as pessoas a nossa volta.

‘Os problemas nos atingem na medida da nossa preocupação. A chave para se alcançar a fluidez, o repouso e a liberdade interior não é a eliminação  de todas as dificuldades externas, mas sim o desapego ao padrão de reação a essas dificuldades”.

Durante essa leitura, sai marcando diversos trechos que merecem ser revisitados sempre, aliás uma coisa que achei bem legal neste livro é que ele não é para ser lido uma vez e deixado na estante, mas seus ensinamentos devem ser consultados e praticados cotidianamente. São tantos trechos interessantes, que eu gostaria de compartilhar todos com vocês.

“ Mudar o enfoque interior, deixar a preocupação de lado e ficar em paz é, sem dúvida, um exercício interessante para se fazer, por exemplo, num momento de ansiedade”

Outro ponto bacana do livro é que o autor apresenta uma série de técnicas, exercícios para colocarmos em prática de modo a acalmarmos os pensamentos que tanto nos perturbam em determinadas circunstâncias. ”A meditação guiada é mais uma maneira de liberar medos, mágoas e amarguras que se acumulam em nossas mentes.”

 

Título: Não leve a vida tão a sério

Autor: Hugh Prtaher

Editora: Sextante

Páginas: 160

 

Sinopse oficial: A vida não precisa ser tão complicada quanto insistimos em torná-la. A simples decisão de não se agarrar aos problemas pode melhorar – e muito – nossas vidas. É isso o que Hugh Prather nos mostra, com humor e clareza, neste livro. Ele escreve sobre as dificuldades do dia-a-dia e nos dá ferramentas para contorná-las, mudando o que há de mais importante na vida: nossa atitude mental e a forma de reagir aos inevitáveis contratempos. Seus ensinamentos são baseados em histórias reais que nos deixam com a sensação de já ter passado por aquela situação ou testemunhado algo parecido. Você aprenderá soluções práticas para dar um basta às preocupações e ao medo, e se libertar de tudo aquilo que impede sua felicidade.

Sobre o autor:  Hugh Prather é ministro da Igreja Metodista Unida, colabora para colunas mensais no site BeliefNet.com e apresenta o programa diário na “Vivendo na Luz” da Windsom Radio Network e Webcast. Ele mora com sua esposa Gayle no Arizona, Estados Unidos, tem três filhos e vários animais de estimação.

É autor dos livros Não leve a vida tão a sério, Como ser feliz apesar de tudo, A arte da serenidade, Aprenda a viver em paz e Aprenda a escutar seu coração, todos publicados no Brasil pela Editora Sextante. Seus livros contêm ensinamentos sobre espiritualidade, autoconhecimento e busca da felicidade.

Ele escreve, ainda, um calendário que oferece lembretes, palavras de incentivo e inspiração para cada dia do ano, e toda a renda da venda desse calendário é doada para instituições de caridade que cuidam de crianças.

 

  

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